UAB – UNB
Disciplina: História do Teatro 1
Tutora: Luciana Moura Barreto
Curso: Artes Visuais
Aluna: Ione Rodrigues de Macedo
Tarefa: Texto comentário Sete contra Tebas
Sete contra Tebas é uma peça teatral apresentada em 467 a.C. Composição apropriada para a dramaturgia ocupa um lugar de destaque na vida do dramaturgo Ésquilo, que marcou participação nas competições dramáticas, realizadas em Atenas, é uma peça composta de tragédias, porém desencadeia formas diferentes da dramaturgia, como a falada, cantada e dançada, é uma tragédia, nasce com a representação de fatos e conflitos em um mundo em que o homem encontra perdido no universo cósmico digladiando entre deuses, tragédia é uma narrativa que ultrapassa gerações transferindo aos personagens e atos da peça, características atuais em um texto antigo, ou seja, é a forma narrativa que ultrapassa todos os tempos. Na tragédia o homem se consome tornando um herói solitário, vítima de seus próprios erros, contudo não há esperança, há apenas um destino traçado que mesmo sendo adiado desencadeia outras tragédias, levando outros personagens ao destino trágico. Em Sete contra Tebas podemos perceber todas essas características, quando observamos o texto, não de forma lida, mas interpretada ou encenada. O \autor valoriza em seu contexto o sentido das palavras, com a palavra se pronuncia a vida e a morte, através da palavra se vê o pensamento pronunciado em ação minuciosa através do coro. Mas o que representaria o coro? A alma do autor ampliando seus anseios dramáticos em um jogo de discursos trágicos, ou realçar o comportamento feminino da cidade diante de tal atrocidade, que é descrita pelo mensageiro.
Sete contra Tebas é combinação perfeita de um personagem tem ligação com todos os personagens e o coro, ou seja, Édipo tem relação direta com todos os personagens e o coro. O drama se conduz por causa de um trono abandonado por um rei maldito (Édipo) que lança maldição sobre os filhos, com medo da maldição os dois filhos passam a partilhar o poder cada um assumindo o trono por um ano alternadamente. Etéocles foi primeiro a reinar, porém ao completar um ano este negou a entregar o trono ao irmão, Polinice partiu em direção a Argos onde se refugiou recebendo apoio do rei, Tideu exilado de sua pátria por ter cometido um crime foi para Argos onde havia um rei que havia recebido de um oráculo, a ordem entregar suas filhas em casamento, encontrando assim com Polinice criam uma grande confusão chamando a atenção de Adrasto que tendo visto dois animais referidos pelo oráculo em seus escudos concede a Tideu a mão de sua filha Deipila e a Polinice além da sua filha Argia, também prometeu colaborar para recuperasse o trono de Tebas, originando uma expedição de sete grandes heróis contra Tebas, foi, pois a reunião de sete príncipes chefiados por Adrasto que marcharam em direção a Tebas, onde um dos heróis é o filho de Édipo Polinice e o irmão Etéocles que reclamam seus direitos, pronto o drama está feito, Etéocles defende a cidade. O coro de mulheres tebanas clama a proteção dos deuses. Após uma conversa entre Éteocles e o coro, o mensageiro anuncia qual herói irá assaltar as portas da cidade. Éteocles descreve um herói para cada uma das portas da cidade, para sétima porta, onde está seu irmão, ele próprio será o defensor. O coro se manifesta em lamúrias e choros, chega o mensageiro para constatar a tragédia, anunciando que Etéocles e Polinices se mataram combate concretizando a maldição gerada por Édipo.







